Esqueça a depilação, o cabelo ressequido, acne,menstruação, celulite ou a menopausa. Ser Mulher é muito bom, e você devia sera primeira a orgulhar-se disso. Sabe porque é que é tão bom ser Mulher...
Quarta-feira, 16 de Março de 2011
Perda Gestacional – Visão de uma estudante investigadora

Perda Gestacional – Visão de uma estudante investigadora: Não sou Mãe… AINDA. Mas quero sê-lo, um dia… No momento, sou apenas uma estudante de psicologia que há uns tempos sabia que queria fazer uma dissertação na área na maternidade, mas que não sabia ainda por que caminho queria ir, até que encontrou o site da Associação Projecto Artémis e percebeu quase que instantaneamente por onde ia de facto enveredar. Sim, porque, eu fazia parte daquelas pessoas, que não dava a importância devida a esta temática do “aborto”, não era sensível o suficiente para perceber que as mulheres que passam por esta situação, sentem de facto a perda de um filho, filho esse que por vezes nem sequer sabem porque morreu, como morreu e aonde foi parar, porque na sua maioria (creio eu), não lhes é dada a oportunidade de fazer qualquer tipo de ritual fúnebre, logo a sociedade age como se fosse “apenas mais um aborto”, algo que é supostamente natural do ritmo biológico da mulher e então lá vêm as velhas frases do “deixa lá voltas a tentar”e o “oh, é melhor assim, do que ser deficiente”. Depois, decidi ler um pouco mais sobre assunto e embora a vida não se aprenda nos livros, posso dizer-vos que pelo menos me alertaram para esta realidade e modificaram a minha forma de pensar, reflectindo de uma forma mais séria neste drama que é a perda gestacional e percebi que também eu, tenho na minha história familiar, pessoas que em tempos, perderam os seus bebés e que não foram devidamente apoiadas e compreendidas. Daí, a necessidade do debruçar aprofundamento nas vivências destes eventos – sob a perspectiva de mães, pais, familiares, amigos, profissionais de saúde, entre outros, pois só assim, a meu ver (e esta é minha mera opinião de quem “assiste do lado de fora”), se poderá alertar a sociedade para esta problemática, só com a recolha de informação é que se poderá ajudar, favorecer, melhorar o apoio físico, mas acima de tudo, psicológico, prestado a estas pessoas. Posto isto, espero não passar a mensagem de que sou apenas uma pessoa que quer fazer uma tese de mestrado para terminar o curso, porque não é isso, se me decidi a seguir este trajecto, é com o propósito de fazer alguma mudança, ou não seria esse um dos principais objectivos de quem é psicólogo: promover mudança. Contudo, sozinha, não sairia da 1ª fase (a da ideia), portanto agradeço também às pessoas que têm colaborado, ainda que para já sejamos poucas, tenho a absoluta certeza de que vamos crescer e fazer crescer o nosso propósito: Dar o berro para todos entenderem: “sim perdi um filho, sim quero ser respeitada e compreendida na minha DOR, quero que percebam os meus sentimentos, que entendam o meu luto, os meus medos, a minha tristeza, o meu sem número de emoções sentidas e vividas por vezes no vazio de um quarto de hospital onde do outro lado se ouvem bebés a chorar de vida e pais alegrarem-se por esse choro, envoltos em amor quente, enquanto eu fico de olhar gelado face ao meu redor…” Não é assim?! Fiquem certas, de que, no final desta nossa investigação, farei questão de gritar ao nosso mundo português tudo aquilo que irei aprender, com quem se tem predisposto a colaborar, neste estudo intitulado de: “Ser mãe de um bebé que não teve tempo de VIVER”. Para todas e todos, envio uma mensagem SINCERA de força dizendo que nunca desistam de ter o vosso filho nos braços e quando se sentirem sozinhas, pensem no vosso intimo de que não estão e que de facto ainda existe quem se preocupa convosco.

 

Um bem haja: Adriana Braga



publicado por mundomulher1 às 23:15
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